29.7.09

Picaresque, The Present, Tales from the Black Van, Sprout, One California Day e mais alguns...

Alguns excelentes filmes que chegaram para mim esta semana. Originais:





UPDATE:



Já estava esquecendo este que estava no meu DVD player, um dos TOPs:






... e estes dois que se perderam no meio dos CDs de música.






dica: comprei quase todos no site www.actionsportsvideo.com/video-categories/surfing-videos/, com cartão de crédito internacional, e enviei para a residência de um amigo, nos EUA, que estava para voltar ao Brasil.



22.7.09

Channel Islands (Al Merrick) & Grain Surfboards

O crescimento das pranchas de madeira no mercado internacional:

"A Grain Surfboards, fábrica de pranchas de madeira do shaper Mike LaVecchia, apresenta uma inédita parceria com o lendário shaper da Channel Islands, Al Merrick.
A primeira prancha recrianda em madeira é o modelo The Biscuit. Este modelo foi desenvolvido por Al Merrick para o surfista Rob Machado e agora também é apresentada na sua versão em cedro branco, madeira oriunda do norte dos Estados Unidos.
Esta prancha é fabricada em Resina epoxi e como alternativa, pode ser laminada com tecido de fibra de vidro ou tecido de fibra de bambu."

O valor: 2.500 dólares.

Esta prancha foi vencedora do "SURF INDUSTRY MANUFACTURERS ASSOCIATION
IMAGE AWARDS 2009" na categoria "Surfboard Model of the Year".

http://www.cisurfboards.com/sb_biscuit_grain.asp

http://www.grainsurfboards.com/boards/new-channel-islands-62-biscuit/







A nossa versão: Singlefin 6'0" x 19"


15.7.09

Avelino Bastos (shaper da Tropical Brasil)

"If our strange desire to surf like everybody else went away, I think the future of design would be much better."

"Se o nosso estranho desejo de surfar
como as outras pessoas desaparecesse, eu acredito que o futuro do design das pranchas seria muito melhor."

Avelino Bastos, para o Guia de Pranchas 2009 da revista Surfer.


Foto Ilustrativa: Surfer e Shaper Robbie Kegel (Gato Heroi)

22.6.09

O Argentino Tomas Oberst





Surfer: Tomas Oberst
Fotos: Juan Piccolo


Conheci o Tomas Oberst numa visita que ele e seus companheiros do Instituto Ilhas do Brasil fizeram à minha fábrica, com intuito de conhecer esta alternativa de bloco de pranchas de surf de madeira.

Um dos projetos deste instituto, é conhecer e difundir uma gama de alternativas aos materiais utilizados à décadas, na fabricação de pranchas, não só por motivos ecológicos, mas pela agressão que estes produtos causam a saúde das pessoas que os fabricam. Esta semana eles iriam dar início a alguns testes com uma resina vegetal, atóxica e sem cheiro.

O Tomas está dando início a uma fábrica de quilhas de encaixe de madeira, por isso, já que eu iria ao sul da ilha, fui conhecer seu trabalho e aproveitamos para surfar juntos no sábado pela manha até sermos expulsos da água pelos pescadores. Mas tudo bem, já tínhamos surfado bastante.

Neste surf, emprestei minha prancha para o Tomas e ele já saiu fazendo uns hang fives e mostrou uma boa base do longboard clássico. Quem mora em Florianópolis entende meu espanto. Aqui na ilha os longboarders praticamente não existem. Os poucos que existem, surfam de longboard como se fossem shortboards.

Achar um longboarder deste nível em Florianópolis, é mais ou menos como achar uma agulha num palheiro. Argentino entonces...

Vídeo: Juan Piccolo



1.6.09

O luxo e o trabalho artesanal

Sebastião é um adolescente de 13 anos com quem converso com freqüência. Gosto dele, e ele tenta gostar de mim, embora, às vezes, eu seja chato.

Por exemplo, recentemente, Sebastião me confessou que tinha o sonho de sacudir e explodir um magnum de champanhe. Isso quando ele ganhar um Grand Prix de Fórmula 1 ou algo equivalente.

Eu comentei que, nessa ocasião, ele deveria escolher um espumante de terceira. Não pelo custo, mas "por respeito".

"Respeito pelo quê?", ele perguntou.

Improvisei uma dissertação sobre a méthode champenoise. Expliquei como, numa região específica da França, as uvas chardonnay e pinot são colhidas, seu mosto é fermentado em tanques e, logo, durante seis anos ou mais, transvasado repetidamente em garrafas, retirando do gargalo, a cada vez, o sedimento e as levuras. Evoquei a vida do viticultor, entre a espera e o cuidado da vinha. Falei da invenção do champanhe, no século 17, por um monge que se chamava Dom Pérignon, e das novidades introduzidas pela senhora Clicquot, no século 19.

Em suma, estraguei a festa imaginária de Sebastião só para lhe lembrar que o líquido que ele se propunha despejar, era o resultado do trabalho paciente de artesãos obstinados e orgulhosos de sua arte.

Chatice, não é? Mas tenho uma desculpa. A conversa com Sebastião acontecia em Milão. O centro da cidade, onde a gente estava, era tomado por hordas de compradores de moda e design, entre os quais a maioria absoluta era de "emergentes" de sociedades que, hoje, vivem uma rapidíssima mobilidade social (Rússia e China).

Ou seja, eu era circundado por consumidores pouco interessados na qualidade do trabalho embutido nos objetos que eles adquiriam e muito interessados no status que esses objetos e suas marcas podem conferir aos usuários.

Diferente destes, o comprador do produto artesanal reconhece e admira, no objeto manufaturado, a arte de quem o fabricou.

Mas nem sempre é assim. Na extrema insegurança produzida pela rápida mobilidade social ("Será que os outros sabem que eu me enriqueci?"), o novíssimo-rico acumula produtos de luxo, sem ter tempo de acumular a cultura mínima para apreciá-los. Como assim? que cultura?

Quando eu era criança, o senhor Columbaro era o humilde alfaiate da família: ele sabia recortar os ternos velhos do meu pai para confeccionar calças e casacos para nós e, também, ele conseguia dar uma segunda vida a ternos puídos, reconstituindo-os depois de ter virado o tecido pelo avesso. Pois bem, uma vez, o senhor Columbaro me explicou longamente por que um terno de Seville Road cai solto ao redor do corpo (só para começar: a tela interna não é colada, mas costurada com centenas de pontos).

Comecei assim a enxergar, nos produtos manufaturados, o esforço e a habilidade de quem os fabrica. A cultura embutida neste trabalho, muitas vezes passada de geração à geração.

Os leitores de "Gomorra", de Roberto Saviano (ed. Bertrand Brasil), assim como os espectadores do filme homônimo, sabem que já há porões em que se fabricam, ao mesmo tempo, do mesmo jeito e no mesmo molde, a suposta alta-costura e suas "cópias" destinadas a quem só quer passear com uma marca famosa gravada no peito.

Qual a relevância disso tudo?

Tornamos-nos incapazes de reconhecer, respeitar e enxergar o trabalho humano nos objetos que usamos.

Era isso que eu tentava dizer a Sebastião.


Adaptação do texto “O luxo e o trabalho do artesão” de CONTARDO CALLIGARIS, Publicado na Folha de São Paulo em 29/01/2009.







Este texto lembra, em alguns aspectos, a definição do grupo de artistas ligados ao surf, Grass is Greener:

"Grass is Greener was birthed with only one goal in mind - gettin' back to basics. through time, & the influence of modern technology, we've lost so many tools & techniques that have helped craft what so many of us as surfers, artists, & musicians, love & thrive off of to this day; blurry washed-out photographs, non-saturated & faded art, less friendly wave-riding equipment & raw music recordings from our recent golden eras; it all leads us back to the past.."

15.5.09

Siebert Surfboards no Blog Francês Barrel et Plus

"Une fois n'est pas coutume, je me permets d'attirer votre attention sur un site brésilien, celui de Siebert Woodcraft surfboards.
D'une part le site est élégant, ce qui est une bonne chose en soi mais surtout, les planches en bois sont belle, très belles...
Parfois, je me prends à rêver d'avoir assez de place et de patience pour me lancer dans un tel projet."

"Não é de costume, mas eu me permito guiar a sua atenção a um site brasileiro, o da Siebert Woodcraft surfboards. Por um lado o site é elegante, o que já é uma boa coisa po si só, mas sobre tudo, as pranchas em madeiras sao bonitas, muito bonitas...
As vezes, eu me pego sonhando de ter bastante lugar e paciência para me lançar em um destes projeto."

Alexandre (barrelsurfboards.com)




7.5.09

Floripa Cine Action: como foi?

Este evento realizado no dia 30 de abril de 2009, teve com um dos destaques o "Waterman" Mike Stewart.



Conhecido principalmente por seus vários títulos mundiais, este americano destaca-se por surfar Jaws e Teahupoo de bodyboard e por sua extrema habilidade no bodysurf (surf de peito, somente utilizando pé de pato).

O público teve seu auge próximo as 21h quando foi exibido o novo filme do Mike Stewart, Fire.


Mike Stewart sendo entrevistado pelo idealizador do evento Jorge Baggio.




Fish 5'6" da Siebert Surfboards em exposição.


Entrevista com Fábio Gouveia após a exibição do filme Fábio Fabuloso.


Jorge Baggio


Mike Stewart


Neste evento, Mike Stewart expôs seu novo filme "Fire".

Três cenas deste filme me deixaram impressionado:

Um drop em Jaws onde a velocidade do seu bodyboard é tamanha que ela começa a quicar. Esta cena está no vídeo abaixo:



Um rolo de "surf de peito (bodysurf)" em Pipeline, onde ele completa e continua na onda. Vídeo no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=2II4PB2IMNQ
(este vídeo não tem autorização para ser incorporado em blogs)


...e um aéreo 360° em Teahupoo onde ele aterriza no lip e despenca lá de cima. Essa eu não achei o vídeo.

mais fotos do evento em:
http://picasaweb.google.com/SiebertSurfboards/FlorianopolisCineAction#

Agredeço especialmente ao Alexandre Ludwig, designer gráfico do evento (design@alexandreludwig.com.br) e a Michele Cardoso, assistente de direção, pelo convite para expor as pranchas neste evento.

29.4.09

Floripa Cine Action

A Siebert Surfboards estará expondo, neste quinta-feira, suas pranchas e skates no Floripa Cine Action.

Data: 30 de abril e 2009

Local: Centro de Eventos da UFSC (prédio do Banco Santander), Florianópolis/SC

Horário: 13h às 22h30



A próxima quinta-feira vai marcar o universo de filmes de esportes de ação em Santa Catarina e no Brasil. Os principais produtores da área estarão reunidos para participarem do Florianópolis Cine Action, que ocorre das 13h às 22h30min.

Este dia também marcará para sempre a vida do cineasta e bodyboarder profissional Jorge Baggio, idealizador do evento, que há 13 anos viaja pelo mundo em busca de ondas grandes, com oito temporadas havaianas, viagens para a Austrália, Chile, Ilhas de Java e Bali, Ilhas Canárias, Tahiti, Ilha de Páscoa, Equador, Califórnia, Flórida e Espanha no currículo.

Catarinense de 29 anos, Baggio formou-se em 2008 na faculdade de Cinema, criou e dirigiu o programa de televisão Cine Adventure, focado na abordagem do conteúdo cultural e artístico inserido em audiovisuais sobre esportes de ação e natureza e há pelo menos quatro anos idealizou um festival que grandes produtores e grandes obras na área.

O Florianópolis Cine Action é uma prévia da Mostra Mundial de Audiovisuais de Esportes de Ação na Natureza, programada para o final deste ano, também na Ilha de Santa Catarina. Nesta quinta-feira, ele apresentará ao público o vídeo "O Pintor e o Oceano", no qual busca quebrar os estereótipos explorados atualmente nos audiovisuais sobre esportes de ação e natureza, mesclando poesia, cultura e arte com o desafio das maiores ondas do planeta.

Referenciado em Tarkovski, um dos gênios do cinema russo, o filme também é inspirado em Pablo Neruda e Gaughin. O projeto compreendeu viagens que passaram pelo Havaí, Polinésia Francesa, Ilha de Páscoa, Deserto do Atacama (Chile), Costas Leste e Oeste da Austrália, Bali, Java, Ilhas Canárias, Madrid, Amsterdã, Costa Rica e Equador. Vale a pena conferir.

No período vespertino, entre 13h e 18h, a programação será aberta ao público. A partir das 18h, quatro sessões noturnas estão programadas e os ingressos estão disponíveis no local do evento, nas lojas Sul Nativo e DNA Natural, localizadas na Lagoa da Conceição e nos principais shoppings de Florianópolis.



Programação:

Atrações vespertinas: curtas, trailers e debates com os produtores
Entrada franca das 13h às 17h

13h
Espaço Teco Padaratz (série de três curtas "Um dia a onda me levou")
14h
Espaço Pepê Cézar (Fábio Fabuloso)
15h
Espaço Massangana (Surf Adventures 2)
16h
Espaço Mike Stewart (Fire, the movie)
17h
Espaço Guga Arruda (Arquivo Surf 3)


Sessões noturnas: quatro filmes exibidos em sequência
Ingressos no local do evento, na Sul Nativo e DNA Natural

18h
Premiere Sincronia (Bruno Bez)
19h
Q21(Gustavo Camarão)
20h45min
Fire (Mike Stewart)
21h45min
Nalu (Rafael Mellin)


Mais informações:

www.floripafestival.com.br

Michele Cardoso e Carla Lins
Assessoria de Comunicação
Florianópolis Cine-Action
Sport/Art/Culture/Nature/Music
55 48 9964-7760 / 8836-2774
imprensa@floripafestival.com.br

14.4.09

Monkey's Wooden Surfboard

Fish 5'8"

Acabei de receber um email do Huan Gomes, dono da prancha, com essa imagem publicada no seu flickr.


"finally !!! my new board of wood!!! a bit more heavy but more fast, small and beautiful!
Como só brazuca vai entender a piada coloquei o nome da garota de Vera, uma vez q o modelo da prancha se chama "fish", então: Vera Fish, novinha, cheia de brilho! valeu Felipe!!
"

- Huan Gomes
www.huangomes.com