23.8.09

Siebert na Driftsurfing.com: 5'8" Bortoleto Keel Fish

A Revista Drift divulga as mais progressistas, criativas e influentes perspectivas na cultura do surf, com uma visão inteligente e inspiradora, fundamentada na intersecção de surf, arte, música.

A Drift mudou do seu formato de revista para um recurso online, permitindo uma atualização constante e de fácil acesso a nível mundial.

O novo site está repleto de excelentes matérias, com o design agradável e limpo. As edições são focadas regionalmente, com intuito de criar um espaço aberto para produção criativa compartilhada, focalizando o que está acontecendo dentro e fora da água.

A revista possui uma edição Européia e uma Americana. Seus colunistas, dos mais variados lugares do planeta, estão entre as pessoas mais influentes no meio do surf, como o australiano Tom Wegener. O Brasil também tem seu representante, o santista Jair Bortoleto.

Neste mês tivemos o prazer de aparecer nas páginas da Drift com uma matéria sobre uma prancha, exclusiva, criada para o Jair Botoleto.



Esta prancha é a primeira "artist signature model" que estamos desenvolvendo, chamada Bortoleto Keel Fish. É uma Fish 5'8" com características únicas. Apresentará um trabalho de laminação pigmentada e, com a colaboração dos artistas americanos: Jesse Ledoux, indicado para o Grammy Award, e Dustin Ortiz, duas artes exclusivas para os logos que estarão presentes no deck e bottom da prancha, respectivamente.

Serão produzidos somente 20 unidades deste modelo com todas características descritas acima, numeradas de 1 a 20. As 10 primeiras pessoas a adquirirem este modelo, ganharão um presente: uma foto original (30x45cm) assinada pelo próprio Jair Bortoleto.

O valor desta prancha será exposto aqui neste blog, juntamente com as fotos, assim que este primeiro exemplar estiver pronto.

Caso seja do seu interesse reservar uma destas antes mesmo do lançamento, entre em contato através do email: contato@siebertsurfboards.com.


Veja a matéria original em:
http://driftsurfing.com/blog/?p=1058


www.driftsurfing.com

17.8.09

9'6" Classic & 7'2" Fun








UPDATE (9'6" Classic):


"Fala Felipe. Boa tarde.

A Prancha chegou em perfeito estado. Entregaram hoje as 13:40.

Fiquei fissurado pra colocar ela na agua, mais o mar fica um pouco longe daqui e só vou pra praia sexta feira.

O line da prancha ta lindo, e nem achei ela tão pesada, tenho uma 9,4 astraliana "DIAN THOMAZ" DA SEA FOAM FLOATS DE BYRON BAY, noserider também,mas o line é um pouco diferente porém ela é mais pesada que a sua, achei isso louco.

Vou sair de Lua de mel no começo de setembro e assim que voltar vou encomendar uma outra pra minha esposa ok.

Grande abraço,

Fábio Amicci (fabio.amicci@gmail.com)"

11.8.09

Cotton Project: algo em comum?


"O conceito da Cotton Project começou a ser lapidado no verão de 2006. Seus criadores, inseridos na cultura do surf, observaram uma crescente dissonância de valores dentro do esporte. Toda rebeldia, expressão individual e o senso de comunidade presentes no surf em seu boom na década de 60, deram lugar a um esporte dominados por mega-corporações, que ditam não só moda mas também o comportamento dos surfistas. A felicidade no simples ato de surfar se transformou numa prática extremamente competitiva e regrada, cheio de normas do que pode-se ou não fazer.
A Cotton Project nasce desse contexto, com o objetivo de trazer não só para o surf mas para todo um lifestyle, uma visão alternativa de uma marca, uma marca de tamanho reduzido, que acredita no “do it by yourself”, e se baseia num grupo de colaboradores, que contribuem com seu talento para a marca e acreditam nela com um meio de se comunicar com o mundo."



Apesar de estar no mercado a poucos anos, a Cotton Project está anos luz a frente de muitas marcas que já tem um nome consolidado. Tenho algumas peças da Cotton e posso dizer que é um produto de primeira linha, que tem a influência do que há de melhor em termos de arte/cultura no meio do surf.

Surfer: Felipe Siebert / Cotton Project Boardshort


Achei muito interessante o projeto desta camiseta (imagem abaixo), pois integra outros artistas à seus trabalhos. A arte da camiseta é do Fotografo Californiano Alberto Cuadros.



Vale conferir o site e principalmente o Blog:

6.8.09

Tommy Guerrero, Ciro Bicudo and the Siebert t-shirt...



Meu amigo Ciro (Organik World) e o músico/ex-skater Tommy Guerrero*, ambos integrantes do festival Alma Surf 2009, nesta foto publicada no blog Grass is Greener.

Ciro é uma das gratas revelações no mundo das artes ligadas ao surf no nosso pais. É um dos grandes talentos que apóia o trabalho que desenvolvemos aqui na Siebert. Recentemente, Ciro criou a arte de uma das camisetas dos nossos amigos da Almond Surfboards (Califórnia, US).

Dave Allee (Shaper da Almond Surfboards)
http://lifeisjustswell.blogspot.com/2009/07/ciro-bicudo-aka-organik.html


Por falar em camisetas, estamos desenvolvendo, em parceria como a Vish!, algumas camisetas da Siebert para os próximos meses. Aguardem...

Além disso, estamos desenvolvendo algumas outras ideias:

Vem por ai (não necessariamente nesta ordem): Skates, Bonés, Loja Virtual, Alaias, Swastikas e Simmons...

*Tommy Guerrero was one of the prominent members of the Bones Brigade, Powell Peralta's* professional skateboarding team that dominated the 1980s. After his success in the world of skateboarding, he moved on to his second passion - music. Guerrero was a member of the skate rock band Free Beer and the experimental group Jet Black Crayon, but has had more success as a solo artist.



29.7.09

Picaresque, The Present, Tales from the Black Van, Sprout, One California Day e mais alguns...

Alguns excelentes filmes que chegaram para mim esta semana. Originais:





UPDATE:



Já estava esquecendo este que estava no meu DVD player, um dos TOPs:






... e estes dois que se perderam no meio dos CDs de música.






dica: comprei quase todos no site www.actionsportsvideo.com/video-categories/surfing-videos/, com cartão de crédito internacional, e enviei para a residência de um amigo, nos EUA, que estava para voltar ao Brasil.



22.7.09

Channel Islands (Al Merrick) & Grain Surfboards

O crescimento das pranchas de madeira no mercado internacional:

"A Grain Surfboards, fábrica de pranchas de madeira do shaper Mike LaVecchia, apresenta uma inédita parceria com o lendário shaper da Channel Islands, Al Merrick.
A primeira prancha recrianda em madeira é o modelo The Biscuit. Este modelo foi desenvolvido por Al Merrick para o surfista Rob Machado e agora também é apresentada na sua versão em cedro branco, madeira oriunda do norte dos Estados Unidos.
Esta prancha é fabricada em Resina epoxi e como alternativa, pode ser laminada com tecido de fibra de vidro ou tecido de fibra de bambu."

O valor: 2.500 dólares.

Esta prancha foi vencedora do "SURF INDUSTRY MANUFACTURERS ASSOCIATION
IMAGE AWARDS 2009" na categoria "Surfboard Model of the Year".

http://www.cisurfboards.com/sb_biscuit_grain.asp

http://www.grainsurfboards.com/boards/new-channel-islands-62-biscuit/







A nossa versão: Singlefin 6'0" x 19"


15.7.09

Avelino Bastos (shaper da Tropical Brasil)

"If our strange desire to surf like everybody else went away, I think the future of design would be much better."

"Se o nosso estranho desejo de surfar
como as outras pessoas desaparecesse, eu acredito que o futuro do design das pranchas seria muito melhor."

Avelino Bastos, para o Guia de Pranchas 2009 da revista Surfer.


Foto Ilustrativa: Surfer e Shaper Robbie Kegel (Gato Heroi)

22.6.09

O Argentino Tomas Oberst





Surfer: Tomas Oberst
Fotos: Juan Piccolo


Conheci o Tomas Oberst numa visita que ele e seus companheiros do Instituto Ilhas do Brasil fizeram à minha fábrica, com intuito de conhecer esta alternativa de bloco de pranchas de surf de madeira.

Um dos projetos deste instituto, é conhecer e difundir uma gama de alternativas aos materiais utilizados à décadas, na fabricação de pranchas, não só por motivos ecológicos, mas pela agressão que estes produtos causam a saúde das pessoas que os fabricam. Esta semana eles iriam dar início a alguns testes com uma resina vegetal, atóxica e sem cheiro.

O Tomas está dando início a uma fábrica de quilhas de encaixe de madeira, por isso, já que eu iria ao sul da ilha, fui conhecer seu trabalho e aproveitamos para surfar juntos no sábado pela manha até sermos expulsos da água pelos pescadores. Mas tudo bem, já tínhamos surfado bastante.

Neste surf, emprestei minha prancha para o Tomas e ele já saiu fazendo uns hang fives e mostrou uma boa base do longboard clássico. Quem mora em Florianópolis entende meu espanto. Aqui na ilha os longboarders praticamente não existem. Os poucos que existem, surfam de longboard como se fossem shortboards.

Achar um longboarder deste nível em Florianópolis, é mais ou menos como achar uma agulha num palheiro. Argentino entonces...

Vídeo: Juan Piccolo



1.6.09

O luxo e o trabalho artesanal

Sebastião é um adolescente de 13 anos com quem converso com freqüência. Gosto dele, e ele tenta gostar de mim, embora, às vezes, eu seja chato.

Por exemplo, recentemente, Sebastião me confessou que tinha o sonho de sacudir e explodir um magnum de champanhe. Isso quando ele ganhar um Grand Prix de Fórmula 1 ou algo equivalente.

Eu comentei que, nessa ocasião, ele deveria escolher um espumante de terceira. Não pelo custo, mas "por respeito".

"Respeito pelo quê?", ele perguntou.

Improvisei uma dissertação sobre a méthode champenoise. Expliquei como, numa região específica da França, as uvas chardonnay e pinot são colhidas, seu mosto é fermentado em tanques e, logo, durante seis anos ou mais, transvasado repetidamente em garrafas, retirando do gargalo, a cada vez, o sedimento e as levuras. Evoquei a vida do viticultor, entre a espera e o cuidado da vinha. Falei da invenção do champanhe, no século 17, por um monge que se chamava Dom Pérignon, e das novidades introduzidas pela senhora Clicquot, no século 19.

Em suma, estraguei a festa imaginária de Sebastião só para lhe lembrar que o líquido que ele se propunha despejar, era o resultado do trabalho paciente de artesãos obstinados e orgulhosos de sua arte.

Chatice, não é? Mas tenho uma desculpa. A conversa com Sebastião acontecia em Milão. O centro da cidade, onde a gente estava, era tomado por hordas de compradores de moda e design, entre os quais a maioria absoluta era de "emergentes" de sociedades que, hoje, vivem uma rapidíssima mobilidade social (Rússia e China).

Ou seja, eu era circundado por consumidores pouco interessados na qualidade do trabalho embutido nos objetos que eles adquiriam e muito interessados no status que esses objetos e suas marcas podem conferir aos usuários.

Diferente destes, o comprador do produto artesanal reconhece e admira, no objeto manufaturado, a arte de quem o fabricou.

Mas nem sempre é assim. Na extrema insegurança produzida pela rápida mobilidade social ("Será que os outros sabem que eu me enriqueci?"), o novíssimo-rico acumula produtos de luxo, sem ter tempo de acumular a cultura mínima para apreciá-los. Como assim? que cultura?

Quando eu era criança, o senhor Columbaro era o humilde alfaiate da família: ele sabia recortar os ternos velhos do meu pai para confeccionar calças e casacos para nós e, também, ele conseguia dar uma segunda vida a ternos puídos, reconstituindo-os depois de ter virado o tecido pelo avesso. Pois bem, uma vez, o senhor Columbaro me explicou longamente por que um terno de Seville Road cai solto ao redor do corpo (só para começar: a tela interna não é colada, mas costurada com centenas de pontos).

Comecei assim a enxergar, nos produtos manufaturados, o esforço e a habilidade de quem os fabrica. A cultura embutida neste trabalho, muitas vezes passada de geração à geração.

Os leitores de "Gomorra", de Roberto Saviano (ed. Bertrand Brasil), assim como os espectadores do filme homônimo, sabem que já há porões em que se fabricam, ao mesmo tempo, do mesmo jeito e no mesmo molde, a suposta alta-costura e suas "cópias" destinadas a quem só quer passear com uma marca famosa gravada no peito.

Qual a relevância disso tudo?

Tornamos-nos incapazes de reconhecer, respeitar e enxergar o trabalho humano nos objetos que usamos.

Era isso que eu tentava dizer a Sebastião.


Adaptação do texto “O luxo e o trabalho do artesão” de CONTARDO CALLIGARIS, Publicado na Folha de São Paulo em 29/01/2009.







Este texto lembra, em alguns aspectos, a definição do grupo de artistas ligados ao surf, Grass is Greener:

"Grass is Greener was birthed with only one goal in mind - gettin' back to basics. through time, & the influence of modern technology, we've lost so many tools & techniques that have helped craft what so many of us as surfers, artists, & musicians, love & thrive off of to this day; blurry washed-out photographs, non-saturated & faded art, less friendly wave-riding equipment & raw music recordings from our recent golden eras; it all leads us back to the past.."